TRADIÇÕES POPULARES

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TRADIÇÕES POPULARES

Nordeste transmontano

“Caretos”, “carochos”, “chocalheiros” “máscaras” ou “mascarados” enchem as ruas dos arredores de Bragança entre o Natal e o dia de Reis. Nas festas dos rapazes, os trajes são de serapilheira, com máscaras de latão e chocalhos à cintura. O objetivo é assinalar a passagem para a idade adulta, castigar os males sociais e, claro, criar confusão e diversão. As grandes fogueiras também são comuns noAno Novo.

 

Réfega, Bragança

Para assinalar a passagem de ano, na aldeia de Réfega, todos os anos se constrói um boneco feito de trapos e palha que é queimado na noite de 31 de Dezembro, representando o ano velho. Os habitantes preparam também um ramo composto por doces, frutos e cigarros o que, segundo a crença, o transforma numa árvore fértil. No dia 1 de janeiro o ramo é leiloado em hasta pública, revertendo as dádivas para as despesas desta Festa do Ramo.

 

Rio de Onor

A tradição do ramo também acontece em Rio de Onor, de forma ligeiramente diferente: as jovens da terra recolhem géneros para encher o ramo pelas casas da aldeia, sobretudo enchidos como chouriça e salpicão, mas também doces, chocolates e bolos. No final, o ramo é leiloado e o valor reverte a favor de Nª. Srª. de Fátima.

 

Mogadouro

Dois jovens, o “velho” e o “mordomo”, percorrem a localidade a pedir o “cepo” que servirá para alimentar a grande fogueira instalada no largo da aldeia para celebrar a passagem de ano.

 

Beira Alta

O cantar das Janeiras é uma tradição das beiras que se estendeu a outras zonas do país e decorre até dia de Reis. As pessoas juntam-se em grupos e percorrem as povoações, porta a porta, cantando e apelando à solidariedade.

 

Ilha da Madeira

O fogo de artifício da ilha da Madeira, já imagem de marca da ilha na noite de passagem de ano, tem origem no séc. XVIII, quando os britânicos tinham como ponto de paragem a ilha a caminho das colónias e como local para fins terapêuticos com infeções pulmonares. Os saraus dançantes nos casinos, clubes e casas particulares atingiam o seu expoente máximo na noite de 31 de Dezembro. Em 1922, o Reid’s Hotel decidiu lançar fogo de artifício às zero horas do primeiro dia do ano, recuperando os elementos do fogo e da luz dos antigos rituais pagãos de passagem, símbolos de purificação e de afastamento do mal. Atualmente, o fogo de artifício da ilha da Madeira atrai largos milhares de pessoas na passagem de ano.